Dom Albano ressalta a união
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quinta-feira, 22 de junho de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
Com sol forte e frio da manhã, cerca de 5 mil pessoas participaram ontem, em Londrina, da missa de Corpus Christi, seguida da tradicional procissão pelas ruas da área central. Com um trajeto de cinco ruas e nove quadras, todas enfeitadas por fiéis de paróquias de 15 municípios que compõem a Arquidiocese de Londrina, os participantes puderam acompanhar a procissão do hostensório objeto onde é colocada a hóstia consagrada.
A missa, de quase duas horas de duração, foi presidida pelo arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, e co-celebrada pelo bispo auxiliar dom Vicente Costa.
Durante a homilia, dom Albano Cavallin fez questão de ressaltar a importância da união dos católicos de vários municípios em frente da Catedral Metropolitana de Londrina para celebrar a eucaristia, que é a maior prova de amor de Jesus Cristo para o mundo.
Por aproximadamente 20 minutos de homilia, o arcebispo falou sobre as campanhas de evangelização e, principalmente, o tema da Campanha da Fraternidade, Novo Milênio Sem Exclusões, onde a Igreja prega a união das religiões cristãs, esquecendo as diferenças dos seus dogmas.
O arcebispo chamou a atenção dos católicos para a importância das igrejas-irmãs paróquias já estruturadas que adotam comunidades onde não há uma igreja ou ela funciona precariamente. Parte do dízimo das igrejas deve ser canalizado, e não desviado, para a compra de terrenos e construção de igrejas e barracões na periferia e no interior, disse, enfatizando que as igrejas, principalmente as do centro, não devem se preocupar com os enfeites e beleza interior enquanto a periferia enfrenta dificuldades na evangelização.
Sem citar especificamente a cassação do prefeito Antonio Belinati, ocorrida minutos antes do início da cerimônia, e a participação da Igreja Católica de Londrina no Movimento pela Moralidade na Administração Pública, dom Albano Cavallin lembrou que a Igreja Católica está distribuindo uma cartilha sobre política.
Não somos politiqueiros, mas queremos educar catequeticamente nosso povo para a política, que não é uma coisa suja, ressaltou.
Após a cerimônia da comunhão, os fiéis seguiram o cortejo pelas ruas enfeitadas com serragem colorida, pó de café, tampinhas de garrafa, flores, folhagens, alimentos, abordando vários temas, como a eucaristia, o dia da palavra, campanha da fraternidade, 500 anos de evangelização no Brasil.
As nove quadras foram enfeitadas por membros de diversas pastorais e movimentos, durante boa parte da madrugada, mesmo com o frio que tomou conta da região. A procissão terminou por volta do meio-dia.


