Dom Albano Cavallin vai completar 73 anos no próximo dia 25 de abril, mas recebeu ontem à noite um presente de aniversário antecipado da Câmara de Vereadores de Londrina: o título de Cidadão Honorário. Comandando a arquidiocese local desde o dia 9 de maio de 1992, o arcebispo recebeu com emoção a honraria, revelando que nutre pelo povo londrinense um sentimento especial. ''Me sinto bem aqui, é uma cidade que admiro pela força, pela juventude'', lembrou, na tarde de ontem. ''Me orgulho de estar participando do processo de formação desse pólo de desenvolvimento urbano, que formou-se em tempo tão curto.''
Nascido em Lapa (71 km a oeste de Curitiba), Dom Albano entrou para o seminário de Curitiba aos 10 anos de idade. Foi ordenado em 1953. Em 11 de março de 1992, foi nomeado arcebispo de Londrina pelo Papa João Paulo II. Antes de assumir a arquidiocese, foi bispo-auxiliar em Curitiba e chegou a Londrina vindo de Guarapuava, onde foi bispo da Diocese a partir de 1986.
O religioso recebeu a comenda não como uma homenagem à própria pessoa, mas ao trabalho que desenvolve. ''Ná prática, fui eu que recebi esse título, mas na verdade o encaro como um reconhecimento ao trabalho igreja, que está presente em todas as partes de Londrina e da região'', afirmou, antes da cerimônia.
Ele lembrou que, embora a noite tenha sido de festa, o título de cidadão honorário, a partir de hoje, representa antes de um privilégio um compromisso ainda maior com a cidade que o acolheu há 11 anos. Como mensagem, dom Albano lembra que a união de lideranças de Londrina é importante, e deve ser efetivada enquanto o município ainda apresenta um tamanho viável. ''Tomara que dia mais dia nós, que já nos conhecemos, trabalhemos unidos para o desenvolvimento da cidade''.
Uma das maiores preocupações para o arcebispo é a com a violência que assola o município. ''Ela está fora dos parâmetros, hoje é grave'', ressaltou.''Não sei o que a motivam, ou se essa violência vem de fora, a árvore aqui deveria dar bons frutos, pois temos boas famílias.'' Por outro lado, dom Albano acha que o trabalho realizado pela Igreja Católica na região está sendo bem recebido, e recebendo apoio popular. ''As pessoas estão participando cada vez mais das atividades vinculadas à igreja, e mesmo quem chega de fora diz perceber uma grande frequência nas missas e celebrações'', lembrou.

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