Dois tipos de controle de poluição sonora são feitos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba. O primeiro confere de perto os ruídos de fábricas, indústrias, boates e outros estabelecimentos comerciais.
E só quando o índice é considerado aceitável, seguindo valores tabelados, é que é emitida a chamada licença ambiental, que permite o funcionamento da empresa.
O outro tipo de conferência é feito com base nas reclamações feitas pela população. ‘‘Quando a emissão de barulho estiver fora do normal a empresa recebe uma notificação’’, explica a diretora do Departamento de Pesquisa e Monitoramento da secretaria, Marilza Dias. ‘‘Depois ela recebe um prazo para se regularizar e, finalmente, uma multa caso ainda esteja trabalhando inadequadamente’’. O valor varia de R$ 600,00 a R$ 30 mil, dependendo da gravidade do problema.
‘‘Nós só podemos autuar depois que é feita a medição do ruído’’, esclarece Marilza. ‘‘Por isso muitas vezes o problema demora para ter uma resolução’’.
Já no caso das ruas movimentadas e barulhentas, o problema é que esse tipo de ruído não é previsto na lei municipal. O que não impede que sejam feitas medições frequentes pela secretaria. ‘‘São relógios acústicos que ficam instalados em algumas ruas da cidade, fazendo medições durante 24 horas por dia’’, conta Marilza. ‘‘Mas este é um trabalho apenas de acompanhamento. O bom é que pelos resultados obtidos, constatamos que o índice de ruído é perfeitamente aceitável para uma cidade como Curitiba’’.
Segundo a diretora, o que as pessoas devem fazer é um trabalho próprio para contribuir para a diminuição dos índices de ruído. ‘‘Um exemplo é parar de ficar acelerando nos sinaleiros’’, diz ela.

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