Dois homens foram presos, na última quinta-feira, suspeitos de comandarem um esquema de roubo de cargas na região de Curitiba. O.H., 43 anos, e A.S., 46, são acusados de liderar três grupos distintos, que teriam roubado ao menos dez cargas neste ano, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A polícia encontrou ainda, no bairro Vila Hauer, um barracão usado pelos criminosos, com mercadorias roubadas, avaliadas em mais de R$ 1 milhão.
"Depois de uma sequência de assaltos, começamos trabalhos de investigações. Descobrimos que havia três grupos distintos agindo com muita organização. O que pediam, eles tinham e o que eles tinham era vendido", explica o delegado titular de São José dos Pinhais, Osmar Dechiche.
As quadrilhas estariam agindo há um ano e trabalhavam de diferentes maneiras nos roubos, mas tudo era direcionado e comandado pelos dois homens presos. Os três grupos eram os executores, que abordavam as cargas e cometiam o roubo, sob a tutela de O.H. e A.S..
"Um desses grupos de executores era de São Paulo e vinha cometer o roubo aqui. Essa célula agia na madrugada e abordava, com armas, os caminhoneiros na estrada durante a noite. As outras duas quadrilhas são daqui e abordavam os caminhões nas saídas de transportadoras logo no início da manhã", conta o delegado.
Mudança de celular
Para dificultar o trabalho de investigação policial, os criminosos mantinham um cadastro de numeração das placas de carros da polícia descaracterizados e utilizavam celulares por pouco tempo, sempre mudando o número. O delegado não descartou a possibilidade de servidores públicos e as próprias empresas transportadoras estarem envolvidos com os crimes.
"Eles ainda tinham um código. Se um dos líderes ligasse para qualquer membro e ele não atendesse ou o telefone estivesse desligado, todo mundo fugia", relata.

Mandados de prisão
Há ainda mais dez mandados de prisão para serem cumpridos. Os dois suspeitos presos moravam em Curitiba e utilizavam o dinheiro com carros importados. A polícia apreendeu dois. Um deles possui uma grande casa em Ipanema (Litoral) de três pavimentos, com piscina olímpica. Os suspeitos foram autuados por roubo, cárcere privado, receptação e formação de quadrilha. Em alguns dos crimes, eles mantiveram vítimas como reféns.

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