Curitiba Ligações clandestinas de energia elétrica e de telefonia levaram duas pessoas para trás das grades, ontem, em Curitiba. Sonia Maria de Oliveira Pinheiro, 51 anos, dona de uma pensão na área central, e seu namorado, Oto Luis Krumheuer, 36 anos, foram presos por investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) que, desde o início do ano, vem atuando no combate a crimes contra o patrimônio público na área de serviços.
Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública, os dois foram indiciados pelo crime de furto de energia e se condenados podem pegar de um a quatro anos de reclusão. A denúncia partiu de técnicos da Brasil Telecom, que identificaram a ligação irregular a partir de um telefone público em frente à pensão. Eles negaram, em depoimento à polícia, serem os responsáveis pelas ligações clandestinas, mas confessaram que as usavam para abastecer a pensão. O ''gato'' na rede elétrica estaria sendo usado há cerca de dois anos e o de telefone, há três meses.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou, por meio da assessoria de imprensa, que a empresa deixou de faturar, em 2003, R$ 47,9 milhões por conta de fraudes e ligações clandestinas. A perda, apesar de significativa, é uma das menores do País. As 64 distribuidoras de energia do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Elétrica (Abrade), tiveram perda de receita, em 2003, de R$ 3,6 bilhões valor equivalente ao faturamento anual de uma empresa de grande porte como a Copel.
A assessoria de imprensa da Brasil Telecom informou que não está livre das fraudes, mas que esses casos são esporádicos. Por isso, a empresa não contabiliza os prejuízos.

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