Apucarana Um casal foi preso em flagrante ao tentar entrar com 20 serras e maconha no mini-presídio de Apucarana, domingo à tarde. Segundo o delegado João Batista Pinto, os objetos estavam escondidos na tampa de uma marmita térmica que seria entregue a Fabrício de Oliveira Moraes, preso há um ano.
Rosicler de Oliveira Moraes, 29 anos, e o companheiro Avanildo Norberto de Campos, 35 anos, foram denunciados por Ivone de Oliveira Moraes, 47 anos. Ela é mãe de Fabrício e Rosicler. Os três faziam parte de um grupo de oito pessoas que pretendia visitar o detento, condenado a 19 anos por latrocínio. ''A marmita estava no meio de várias sacolas usadas, propositalmente, para despitar a revista. No entanto, foi descoberta pelo detector de metais'', explicou o delegado.
Ivone afirmou que não sabia do plano até chegar ao presídio e só entregou a filha para escapar da cadeia. Rosicler nega a acusação. Mesmo assim, ela e Moraes responderão pelos crimes definidos nos artigos 12 e 14, da Lei de Entorpecentes (nº 6368/76), e pelo artigo 348, do Código Penal. De acordo com o delegado, ambos já têm passagens pela Polícia. Ela responde por tráfico de drogas, desacatado à autoridade e desobediência em Arapongas. O companheiro é acusado de roubo no interior do Estado de São Paulo. Se forem condenados em Apucarana, eles poderão ficar de 3 a 15 anos na prisão.
''Casos como esse não são comuns nesse presídio, apesar da segurança deficitária. Se presos condenados, como Fabrício, fossem transferidos para locais mais adequados, o perigo seria menor'', disse o delegado. O mini-presídio de Apucarana é destinado a abrigar homens e mulheres não-condenados e sua capacidade é de 80 vagas, mas tem 120 pessoas.

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