Luiz Carlos Dias Júnior
De Guarapuava
Especial para a Folha
O delegado-substituto da Polícia Civil de Santa Maria do Oeste (90 km a oeste de Guarapuava), Valdir Rodrigues, não tem pistas do paradeiro de dois integrantes da família Galvão, que no sábado balearam os sobrinhos do prefeito de Marquinho, João Eleutério de Lima, durante um torneio de futebol, na localidade de São João. Um deles morreu. Numa discussão em um bar, durante um torneio de truco que ocorria paralelamente à realização da competição, o lavrador Ademar Eleutério de Lima, 33 anos, foi morto com três tiros e seu irmão, Antônio Eleutério, recebeu cinco disparos à queima-roupa. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Guarapuava e seu estado é regular.
Envolvido no tiroteio, Antônio Camargo Galvão, também está internado em estado grave, no Hospital Santa Tereza, também em Guarapuava. A testemunha Lúcio Caetano está hospitalizada em Santa Maria do Oeste.
Segundo Rodrigues, os envolvidos participavam do jogo de truco, formando a parceria Galvão/Eleutério nas duas duplas. Aparentavam ter bom relacionamento entre eles. ‘‘Um dos Galvão inclusive trabalhava com o Eleutério assassinado’’, disse. As testemunhas vão começar a ser ouvidas amanhã.
‘‘Até agora não sabemos quem atirou em quem’’, disse Rodrigues, que esteve no local do crime e conseguiu encontrar um revólver calibre 38 e uma pistola de propriedade da vítima fatal. ‘‘As armas não têm indícios de que chegaram a ser utilizadas’’, completou. Os irmãos foragidos são Hamilton e José Galvão.
‘‘Não sei como não ocorreu uma tragédia ainda maior. Haviam muitas pessoas por perto’’, afirmou o delegado substituto. A Polícia Militar chegou a ficar alguns minutos no torneio, mas por ser 20 quilômetros distante da sede de Santa Maria do Oeste, precisou retornar ao município.