Dois religiosos morrem em acidente na BR-376
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de setembro de 2007
Fernanda Borges e<br>Luciano Augusto 
Ponta Grossa Um acidente envolvendo um caminhão e uma van com 12 pessoas de Londrina que seguiam para Curitiba para participar do 6º Sulão de Catequese (encontro sobre catequese do Sul do País), deixou duas pessoas mortas. A colisão aconteceu ontem de madrugada, no KM 508 da BR-376, próximo ao Parque Estadual Vila Velha, em Ponta Grossa (região dos Campos Gerais). O arcebispo da Arquidiocese de Londrina, dom Orlando Brandes, lamentou a tragédia e o fato de o trânsito no Brasil matar mais do que as doenças e as guerras.
Conforme posto de Furnas da Polícia Rodoviária Estadual, faleceram no local do acidente a catequista Iara Jane Alves da Rosa, 48 anos, e o seminarista Anderson Brandão, 23. O motorista, Jalmeier Gonçalves Pires, 51 anos, sofreu ferimentos leves. Na van também viajavam outras quatro catequistas e mais cinco freiras.
O veículo, que tinha placas de Jataizinho, ficou totalmente destruído ao se chocar contra a traseira de um caminhão carregado de farinha de trigo. A polícia não soube precisar se o motorista dormiu ao volante ou se houveram outros motivos envolvidos no acidente.
A secretária da coordenação de pastoral da Arquidiocese de Londrina, irmã Marta Veloso, disse que Yara era catequista e há seis anos atuava como coordenadora de catequese da Arquidiocese de Londrina. O corpo da religiosa deverá ser sepultado em Londrina.
Anderson era seminarista diocesano e estudante de Teologia no Seminário Paulo VI. A família dele reside em Alvorada do Sul, onde deve ser realizado o velório e o sepultamento. Ontem, a arquidiocese informou que estava com dificuldades para localizar o pai do seminarista, que é caminhoneiro e estaria trabalhando na região do Xingu, no Pará.
O acidente aconteceu por volta das 4h da madrugada. Uma catequista conseguiu ligar para a sua comunidade que entrou em contato conosco. Chegamos a falar por telefone com a irmã Marilda que estava na van. Emocionada, ela nos contou que quem estava no veículo, ganhou a vida de novo, disse.
Ainda segundo irmã Marta, o grupo de catequistas havia participado de uma missa na noite de quinta antes de saírem para a viagem. Eles receberam a benção de dom Orlando e estavam felizes em poder participar do encontro. Nunca imaginávamos que alguma coisa como isso poderia acontecer, lamentou.
Dom Orlando reforçou que do ponto de vista da fé, duas flores foram colhidas em plena vida, mas colhidas em um trabalho apostólico. De certa forma, foram duas mortes pela catequese, pela Igreja e por Jesus Cristo, completou. Mas, por outro lado, alertou que é preciso olhar com mais carinho para os dez mandamento do trânsito emanados pelo Vaticano: não matar; usar a estrada como meio de conexão entre pessoas e não como um local que oferece risco à vida; agir com cortesia, sinceridade e prudência; ser caridoso e ajudar o próximo em necessidade, especialmente vítimas de acidentes; não fazer do carro uma expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar; convencer os condutores, principalmente os jovens, a não dirigirem quando não estiverem em condições de fazê-lo; ajudar os familiares das vítimas dos acidentes; unir motoristas culpados e suas vítimas para que possam buscar o perdão; proteger os mais vulneráveis na estrada; sentir-se responsáveis pelos outros.
O arcebispo adiantou que uma missa de corpo presente será celebrada em Londrina em respeito às duas vítimas fatais. Dois padres seguiram para Ponta Grossa para cuidar da liberação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) e a expectativa era de que chegassem no ínicio da madrugada de hoje à Londrina. (Colaborou Flora Guedes)


