Dois projetos buscam a revitalização
A chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Fátima Roque, solicitou uma coleta para avaliação da qualidade da água do Ribeirão São Luiz. Ela recebeu anteontem um pedido de informação do vereador Fernando Peppes (PMDB), apreciado pela Câmara, requerendo respostas urgentes para as comunidades banhadas pelo rio. O resultado da análise da água deve estar pronto em dez dias.
Segundo a chefe regional existem dois projetos em andamento para revitalização do ribeirão. Um sobre a recuperação da mata ciliar. Que foi em sua maioria degradada pelos próprios fazendeiros, comentou. O projeto em elaboração é da Companhia de Café Iguaçu sobre o sistema de remoção de cor do efluente industrial.
A Iguaçu é responsável somente pela coloração ilegal da água e pelo cheiro da borra de café, mas não tem nenhuma relação com foco de borrachudo ou mortandade de animais, garantiu Fátima Roque. Segundo ela, o projeto da indústria para recuperação da cor natural entrará em funcionamento em março de 98. No início de outubro, o IAP fez uma coleta da saída do decantador secundário da empresa e o resultado da análise é que a água jogada está dentro dos parâmetros.
Nos seus esclarecimentos, Fátima Roque solicita também que os proprietários rurais façam uma limpeza nas margens do ribeirão. Ela acredita que a mortandade de animais pode até ser causada por lixo agrotóxico jogado no rio. A empresa notificada está fazendo a parte dela, a Prefeitura e o IAP também. Mas pedimos que os proprietários cumpram sua parte com a limpeza do rio para que o trabalho seja completo, acrescentou.





