Folhapress
  São Paulo - Os pavilhões 2 e 5 da antiga Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru (zona norte), devem desabar hoje, às 11 horas, após uma implosão que contará com cerca de 200 kg de explosivos. A demolição deve alterar o tráfego na região e parar a linha 1 (azul) do Metrô por pelo menos 15 minutos.
  O ato é tido pelo governo do Estado como o início da implantação da terceira fase do Parque da Juventude. A primeira fase, com quadras poliesportivas, e a segunda (o jardim) foram entregues em 2003 e 2004, respectivamente.
  A implosão deve durar quatro segundos e será acionada, atrás das antigas muralhas que cercavam os pavilhões, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
  No lugar dos pavilhões 2 (cenário de parte do filme Carandiru) e 5 – a ‘‘masmorra’’ dos últimos dias do presídio – será levantado outro pavilhão, mas de exposições. A destruição custará R$ 2,5 milhões, e a construção, R$ 6,5 milhões – segundo o Estado, abaixo dos R$ 28 milhões que seriam empregados na reforma dos dois edifícios. Apenas dois pavilhões serão mantidos, o 4 e o 7, e reformados por R$ 41 milhões.
  A implosão de amanhã não estava prevista dois anos e meio atrás, quando os pavilhões 6, 8 e 9 caíram depois de injetados os 250 quilos de explosivos instalados em seus pilares e estruturas. Só o 4 e o 7 serão mantidos.
  ‘‘O custo de restaurar cada um desses prédios é alto. Como esse prédio é uma cadeia, é difícil você adaptar. Então estamos mantendo dois, para conservar a arquitetura, a história de São Paulo’’, disse Alckmin.

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