Dois morrem após acidentes misteriosos
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terça-feira, 26 de setembro de 2006
Luciano Augusto eAdriana Ito<br> Reportagem Local 
Duas pessoas perderam a vida entre a tarde de segunda-feira e ontem de manhã, em Londrina, após sofrerem acidentes em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas. A Polícia suspeita que as vítimas estariam tentando cometer furtos. Num dos casos, a família acredita em suicídio.
Na manhã de ontem, uma mulher morreu eletrocutada dentro da unidade de Fiação de Seda Bratac, no Jardim Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste). Vanessa da Silva Steffani, 22 anos, teria escalado uma caixa de energia e acabou levando uma forte descarga elétrica ao entrar em contato com um fio de alta tensão. Em nota, a direção da Bratac lamentou o acidente e informou que a vítima não era funcionária ou visitante autorizada. A empresa afirmou desconhecer os motivos pelos quais Vanessa se encontrava dentro dos limites da empresa.
O pai da jovem, o microempresário Luiz Carlos Stefani, disse acreditar que ela não estaria tentando furtar fios de cobre. Para ele, a filha cometeu suicídio. Luiz Carlos contou que Vanessa saiu de casa aos 14 anos por causa do envolvimento com o uso de drogas e desde então vivia em ''mocós''. Ultimamente, ela estaria morando num imóvel abandonado no Jardim Shangri-lá. O pai apontou que por inúmeras vezes tentou ajudar a filha mas não teve sucesso. ''Ela esteve em casa a uns três dias atrás e agora recebemos essa notícia. Foi um abalo muito grande'', lamentou Luiz Carlos.
Já na tarde de anteontem, também na Zona Oeste, Ailton Bispo Barbosa, 40 anos, havia escalado uma cobertura metálica em um imóvel abandonado de propriedade da Infibra, na Avenida Luigi Amoresi, no Jardim Leste-Oeste, e caiu de uma altura aproximada de 15 metros. Informações da Polícia Militar e de testemunhas dão conta de que ele estaria tentando furtar a estrutura e teria perdido o equilíbrio. Barbosa foi atendido no local pelo Siate, que constatou uma fratura exposta em um dos braços. Encaminhado ao Hospital Evangélico, ele não resistiu aos ferimentos. O hospital não informou o horário nem a causa da morte.
Ontem à tarde, a reportagem encontrou uma equipe do Pelotão de Choque no barracão abandonado. Os policiais afirmaram que o prédio é usado como esconderijo de marginais, de objetos furtados e roubados e de drogas. Moradores próximos contaram que o imóvel é invadido com frequência pois as estruturas metálicas são compradas por até R$ 500,00 por donos de ferros-velhos. Em ruas de acesso ao Jardim Leste-Oeste, é possível ver telhas empilhadas e partes de metal iguais às pertencentes à empresa. O próprio Siate informou que já atendeu ocorrência semelhante na mesma empresa há alguns meses. As atividades na Infibra foram paralisadas há cerca de três anos.


