Dois mil servidores param em Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de outubro de 2003
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - Cerca de dois mil dos 6,8 mil servidores municipais aderiram à greve deflagrada ontem em Maringá. Os setores de Serviços e Obras e do Meio Ambiente foram os que tiveram maior adesão ao movimento, com a paralisação de mais de 50% dos servidores. Apesar disso, a adesão ficou bem abaixo do esperado pelo comando de greve que acreditava na participação de 90% dos servidores. Uma assembléia, realizada no final da tarde de ontem, definiu que a greve será mantida por tempo indeterminado.
Os grevistas se concentraram em frente à prefeitura desde às 8 horas. No início da tarde, o prefeito João Ivo Caleffi (PT), acompanhado dos secretários de Fazenda e Governo, se reuniram com representantes do comando de greve. A reunião só terminou por volta das 16h30, mas sem acordo.
O prefeito e secretários insistiram em ouvir uma contra-proposta da categoria e o comando de greve aguardava uma nova proposta da prefeitura. Caleffi afirmou que a administração tem vontade de negociar mas não pode pagar de imediato os 16% de reposição salarial reivindicado pela categoria. A única proposta, apresentada na sexta-feira e foi rejeitada pelos servidores, é de reposição de 10% a partir de janeiro de 2004. Embora tenha afirmado que está disposto a negociar, Caleffi não disse como pode melhorar a proposta.
Uma nova reunião foi marcada para hoje, às 9 horas, mas Caleffi não estará presente porque tinha uma viagem já agendada para Brasília (DF). De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, Reginaldo Dias, a posição da administração é clara, mas está faltando boa vontade dos servidores em negociar. ''Temos limites e os servidores não querem entender isso'', disse. O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), João Carlos Carrosi, afirmou que a categoria não abre mão dos 16% de reposição.
No início da tarde de ontem, um advogado acabou se desentendendo com um servidor grevista, e acabou atingindo-o na cabeça com um perfurador de papéis. O servidor foi levado para o Hospital São Marcos. Ele passa bem. De acordo com o procurador jurídico da Prefeitura, Alaércio Cardoso, a administração vai abrir uma sindicância interna para apurar se houve má conduta do servidor.


