Paulo Pegoraro
De Cascavel
Duas crianças, uma de 4 e outra de 5 anos, morreram afogadas em uma piscina particular na localidade de Novo Horizonte, município de Marechal Cândido Rondon (90 quilômetros a oeste de Cascavel). A piscina pertencia ao padrinho de uma das crianças, cujos corpos foram encontrados boiando na noite de sábado, depois de busca feita pelos pais, tão logo notaram a ausência delas em suas residências.
Jardel Vinicius Bellé, de 4 anos, e Lucas Irineu Bertolini Gross, 5 anos, tinham saído juntos para brincar, no final da tarde de sábado, sem que isso fosse notado pelos pais, respectivamente, Ivanir e Dirce Bellé e Roberto e Sandra Gross, todos agricultores. Ivanir também é administrador distrital de Novo Horizonte, que fica próximo do Lago de Itaipu.
Os pais encontraram as duas crianças na piscina existente nos fundos da casa do professor Almir Fritzen, padrinho de Jardel, que estava ausente, assim como demais membros da família, segundo foi relatado à Polícia. Os pais ainda tentaram fazer respiração boca a boca nas crianças, enquanto era chamada uma ambulância, mas elas já estavam mortas.
Não há testemunhas. O Instituto Médico-Legal de Toledo, para onde os corpos foram levados, informou ontem que somente em 10 dias deverá ser expedido o laudo com a causa da morte. O delegado Antonio Brandão Neto, de Marechal Cândido Rondon, abriu inquérito e trabalha com a hipótese de asfixia por afogamento. Os pais e o dono da piscina serão ouvidos.
Em março do ano passado, quatro meninas morreram em situação semelhante, em uma piscina de Cascavel. Juliana da Silva e sua prima Jackeline da Silva, ambas de 13 anos, e Eva Biagi e Franciele Santos, ambas de 12 anos, de famílias humildes, deixaram de ir à aula para nadar na piscina, no bairro Claudete (zona norte) sem que os pais soubessem. Os proprietários da piscina, o casal Aires (60 anos) e Lídia Pereira (59), estão denunciados por homicídio culposo.

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