Dois jovens morrem baleados de madrugada
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Dois homicídios e uma pessoa violentamente espancada foi o saldo da madrugada de ontem, em Londrina. Com essas mortes, sobe para 144 o número de assassinatos registrados no município somente esse ano. O corpo de Reginaldo Silva, 21 anos, foi encontrado na manhã de ontem ao lado dos trilhos da linha férrea que passa entre os conjuntos Milton Gavetti e Farid Libos (zona norte). Cravejado com mais de dez tiros e devido ao estado de enrijecimento do corpo, a Polícia Civil supõe que o crime tenha ocorrido entre 5 e 6 horas. O corpo foi avistado pelo maquinista Jair Militão Diogo, que comunicou a polícia.
Pelo acentuado declive do local, a polícia também deduz que Silva tenha começado a ser atingido na parte de cima do terreno. Ao tentar fugir dos disparos, teria descido correndo o morro, sendo a sua execução provavelmente concluída ao chegar próximo aos trilhos. Como teve fratura exposta na perna esquerda, há a possibilidade de ter caído de forma violenta sobre a perna, comentou o delegado do 1º distrito policial, Sérgio Luiz Barroso.
Um dos tiros contra Silva, provavelmente de arma de calibre nove milímetros (já que foram encontrados dois destes projéteis no local), foi disparado em seu olho direito. A posição em que foram encontrados os seus braços, com os punhos fechados e cruzados, levou a polícia a supor que ele teria morrido tentando se proteger deste disparo.
Angelita da Silva, 25 anos, reconheceu o corpo do irmão e contou que ele vinha sendo muito ameaçado, por telefone, ultimamente. Ela não soube informar sobre o horário em que Silva teria saído de casa, mas destacou que ele costumava sair sempre acompanhado. Segundo ela, Silva já teve passagem na polícia por receptação, mas frequentemente trabalhava como auxiliar de servente.
Silva morava no Conjunto Novo Amparo, com a irmã, os pais e mais sete irmãos. Apenas o pai e um dos irmãos estão trabalhando. Dezenas de pessoas e crianças foram até o local do crime e ficaram observando o trabalho da polícia e do Instituto Médico-Legal (IML).


