Dois homens são executados em Londrina
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domingo, 07 de agosto de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Londrina - Uma cena chocou os moradores do Conjunto Hilda Mandarino (Zona Norte de Londrina), na tarde de ontem, por volta das 14 horas. Dois homens foram executados com diversos disparos de pistola semiautomática, na Rua Elena Sanches Ferreira, e um terceiro ficou gravemente ferido. As três vítimas são parentes.
De acordo com o soldado Raul Babugia, da Polícia Militar, a vizinhança ouviu os disparos e ligou para a PM. ''Escutamos algumas pessoas e temos a informação de que três pessoas que estavam em um veículo Fiesta prata podem ser os autores dos disparos'', disse.
Os corpos de Marcelo da Fonseca de Oliveira, 37 anos, e Augusto César Zanga de Oliveira, 27, foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Londrina (IML). A terceira vítima, Antônio Roberto de Oliveira, 48, foi socorrida pelo Siate e encaminhada ao Hospital Universitário. Ele passou por uma cirurgia e continuava internado até o fechamento da edição.
De acordo com o perito do Instituto de Criminalística (IC) de Londrina, Luciano Bucharles, ao lado dos corpos foram encontradas várias cápsulas de pistola. ''Normalmente, essa quantidade de disparos indica que foi uma execução e a uma curta distância. Mas agora será instaurado um inquérito policial para verificar o motivo e autoria'', afirmou.
Marilin da Silva, 22 anos, foi baleada na madrugada de ontem, no Conjunto Novo Perobal, na Zona Sul. Ela foi atingida por dois tiros, no globo ocular e no pescoço, e está internada no HU. Segundo a Polícia Militar, o crime teria sido cometido pelo marido de Marilin, que está foragido.
Descarga elétrica
Rafael da Costa Mariano, 21 anos, está internado na UTI do Hospital Metropolitano de Sarandi (Noroeste). Ele teve queimaduras de 2º e 3º graus em diversas partes do corpo após sofrer uma descarga elétrica ontem de manhã, na PR-551. De acordo com o soldado do Corpo de Bombeiros de Maringá, Afranio Fanti, a fiação de dois postes estava baixa e acertou a peito da vítima.
O técnico em segurança da Copel, Agnaldo Martins da Silva, informou que o cabo que sustentava a rede rompeu, deixando a fiação abaixo da altura mínima permitida de seis metros. ''Quando alguma coisa ou alguém toca nos fios ele automaticamente desliga e isso provavelmente impediu que o rapaz morresse na hora'', avaliou. Mesmo assim o técnio especula que a descarga pode ter chegado a 9 mil volts. Segundo ele, o cabo de sustentação será substituído. (Colaboraram Vinícius Fonseca e Equipe Bonde)


