Londrina teve anteontem mais uma madrugada violenta com duas execuções ocorridas quase no mesmo horário, nos jardins Santa Rita e Maria Lúcia, ambos na zona oeste da cidade, a menos de 500 metros um do outro. Além das duas vítimas fatais, outras duas pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas, sem risco de vida. São oito assassinatos registrados em 18 dias, numa média de uma morte a cada dois dias. A Polícia Civil descarta a possibilidade da existência na cidade de grupos de extermínio e fala em guerra entre guangues por disputa de território e acerto de contas.
Três homens fortemente armados e encapuzados executaram com nove tiros o pedreiro Alexandre Dela Rosa Ferreira, 22 anos, anteontem, às 23 horas, na Rua José Boralli, no Jardim Santa Rita. A vítima estava participando de uma roda de samba com um grupo de mais de dez pessoas, quando foi surpreendida por três homens que, segundo testemunhas, chegaram com a cabeça coberta por camisetas. Segundo o delegado do 3º Distrito Policial, João Aquino de Almeida, que estava de plantão e ficará responsável pelo inquérito, testemunhas afirmaram que um dos homens chamou Ferreira pelo nome e começou a atirar.
De acordo com o delegado, a vítima, que morava na Avenida Aracy Soares dos Santos, no Jardim Santiago, zona oeste, não teve tempo de esboçar reação. Ele morreu no meio da rua. Almeida afirmou que consultou os arquivos policiais e verificou que Ferreira seria foragido da Colônia Penal Agrícola, onde teria que cumprir pena por roubo.
Conforme informações do setor de Relações Públicas da Polícia Militar, o policial militar Cláudio Aparecido Lopes, que mora no bairro e tinha acabado de sair de um jogo de futebol, parou para ver a batucada e foi atingido por uma bala. Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa de Londrina, Lopes tomou um tiro na coxa esquerda. Outro ferido, Guilherme Bispo dos Santos, baleado na perna esquerda, também está na Santa Casa. Os dois estão bem e não correm risco de vida.
Por volta das 23h50, na Rua Eiti Sugimoto, no Jardim Maria Lúcia, o pintor Cláudio Alberto Requia, 23 anos, foi assassinado com cinco tiros. Segundo o delegado, ele chegou de motocicleta na casa de uma pessoa conhecida e foi alvejado por cinco disparos de arma de fogo.
Segundo o delegado, testemunhas afirmaram que um homem conhecido por ‘‘Rodriguinho’’ seria o autor do crime. Morador da Rua Nordeste, no Jardim Leste Oeste, o pintor, segundo o delegado, tinha passagem pela polícia por porte de arma.

mockup