Dois funcionários ainda estão internados
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de novembro de 2001
Maigue Gueths<br>De Curitiba 
Dois funcionários da exportadora Comércio e Indústria Brasileira (Coinbra), feridos durante a explosão e incêndio de um armazém da multinacional localizado no Porto de Paranaguá, Litoral do Estado, ocorrido na sexta-feira, permaneciam hospitalizados ontem. A situação mais grave é de Paulo Cesar Cunha Gomes, de 29 anos, que teve queimaduras de 2º e 3º graus em 40% do corpo. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Paranaguá, o estado de saúde dele inspirava cuidados. Monclei Santos de Souza, de 34 anos, com fratura de fêmur, está na Santa Casa de Paranaguá, aguardando para ser submetido a cirurgia.
A explosão ocorreu por volta do meio-dia de sexta. Um total de 13 pessoas foram encaminhadas aos hospitais, a maioria com ferimentos leves. O Corpo de Bombeiros levou uma hora para conter o fogo, mas o trabalho só terminou após as 18 horas, quando todos os focos do incêndio foram extintos.
Ontem, diretores e funcionários da Coinbra passaram parte do dia no local da explosão para vistoria e avaliação dos prejuízos. O armazém, com capacidade para 60 mil toneladas de grãos, foi totalmente destruído. Ele fica no corredor de exportação do porto e no momento da explosão estavam sendo descarregadas 5 mil toneladas de grãos de milho.
A causa da explosão ainda era desconhecida ontem. O Instituto de Criminalística realizou perícia no local, mas só depois de 20 dias será possível conhecer os motivos da explosão. A causa mais provável é a existência de partículas (poeira) de milho suspensas no ar, gerando gases, que o tornam altamente inflamável.
A explosão acabou afetando as seis esteiras de transporte de grãos (dalas aéreas) que abastecem os nove armazéns graneleiros do porto. Logo após o acidente, todas as operações do Corredor de Exportação foram suspensas, mas quatro voltaram a funcionar na sexta-feira. As outras duas, mais afetadas, foram interditadas para reparos. A expectativa é que a reconstrução do terminal leve pelo menos um ano. Neste período, a capacidade de armazenagem do porto diminui de 27 para 21 milhões de toneladas.


