Dois ex-pescadores lucram recolhendo garrafas plásticas
O acúmulo de lixo nas curvas do Rio Iguaçu virou fonte de renda para dois ex-pescadores que nasceram em Araucária e acompanharam toda a degradação da bacia fluvial. Valdir Antônio Salvador, 36 anos, e Dirceu Leal, 46 anos, trabalham na coleta de garrafas plásticas em todo o leito do rio.
A quantidade de lixo é tanta que há dias em que eles chegam a retirar 900 quilos de lixo numa extensão de 200 metros. Junto com extração de areia do fundo do rio, os dois garantem uma renda mensal de R$ 900,00.
Duas vezes por semana, Salvador e Leal retiram areia do fundo do rio, o que pode render até R$ 100,00. Três dias da semana, eles destinam à coleta do lixo.Em alguns dias de trabalho, já chegamos a retirar 850 sacos grandes de lixo, afirma Leal.
Ele diz que no início da atividade, há quatro anos, não pensavam em ganhar dinheiro, mas apenas preservar o rio. Os dois sempre iam pescar juntos, mas começaram a perceber que cada vez havia menos peixe e mais lixo. Acharam por bem começar a retirar as garrafas plásticas, latas e entulhos que encontravam.
Foi quando perceberam que a quantidade de lixo reciclável era tanta que poderiam aumentar o orçamento doméstico. Como não dava peixe, começamos a juntar as latinhas, lembra Salvador. Ele conta que cada ano que passa o volume de lixo aumenta e hoje se encontram um peixe ele está contaminado e impróprio para o consumo. O lixo recolhido é vendido para empresas de reciclagem. (C.M.)





