Quem entra na Colônia Agrícola de Piraquara nessa época do ano percebe a expectativa criada entre os presos pelo indulto de Natal. A maioria não vê a hora de sair para reencontrar a família, mesmo que por poucos dias.
O detento Adenilson de Abreu, 23 anos, está condenado à prisão até 2.005 por assalto e extorsão. Desde 21 de outubro na colônia penal, esta será a primeira oportunidade de visitar a família em São Pedro do Ivaí. ‘‘Até o final do ano que vem espero conseguir liberdade condicional’’, diz ele, animado com os dias de liberdade conquistados com o indulto.
Para Sergio Muniz, 23 anos, o final de ano será a oportunidade para visitar em Centenário do Sul, a filha recém-nascida que ele ainda não conhece. Condenado a um ano e seis meses por receptação de objetos roubados, Muniz reclama que há um mês não permitiram que ele saísse para visitar o pai, vítima de um derrame cerebral. ‘‘Agora só me deram seis dias porque o advogado não se mexeu’’, queixa-se.
O agricultor Sebastião do Santos, preso desde 2 de agosto por tentativa de homícidio, sai pela segunda vez da colônia neste final de ano. No início do mês ele conseguiu que a Justiça o liberasse para conhecer o filho que acabara de nascer e apresentava problemas graves de saúde. ‘‘A pessoa que fica só fechada, sem direito a indulto, acaba agitada e agressiva’’, diz ele.

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