GOIOERÊ - Quinze dias depois de Ademilson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’, 30 anos, ter sido condenado a 18 anos de prisão, pelo atentado que feriu o então prefeito de Goioerê, José Paulo Novaes (PDT), e que matou a comerciante Neuza Eli Farias, em junho de 95, outros dois acusados de participação no crime vão a julgamento. Ronaldo Wilson Hernades, 26, e Fábio Henrique Afonsso, 25, serão julgados hoje a partir das 9 horas, em Goioerê (78 km a Oeste de Campo Mourão).
Hernandes é acusado de ter alugado e dirigido o Fiat Uno que levou Paraíba ao restaurante onde foram feitos os disparos. Ele nega tudo, mas a ex-mulher dele contou à polícia que Hernandes receberia 5 mil pelo ‘trabalho’. Afonsso, por sua vez, é acusado de ter seguido Novaes no dia do atentado e indicado a localização do então prefeito ao vereador Edilaldo Machado da Cruz (PDT), que seria o mandante do crime.
Os dois acusados têm a seu favor o depoimento dado por Paraíba durante o julgamento dele. O autor dos tiros disse que agiu sozinho e inocentou todos os outros acusados. Na época do atentado, Afonsso era assessor de Cruz, que está foragido desde a época do atentado, há 21 meses. Afonso também é o único que responde em liberdade. Hernandes está preso em Goioerê.
A acusação dos dois será feita pela promotora Susana Feitosa de Lacerda, de Goioerê. Eles serão defendidos pelos advogados Adocival Cavalcante e Antonio Fernandes da Costa. O juiz será Nestário da Silva Queiroz.

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