Doentes sofrem com falta de estrutura no ICL
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Pacientes e familiares de pessoas em tratamento no Instituto do Câncer de Londrina (ICL) têm sofrido com a falta de estrutura e espaço no ambulatório do hospital. Pequeno e sem ventilação, o ambulatório chega a ficar lotado principalmente nas terças e quartas-feiras, dias em que dezenas de ambulâncias das prefeituras da região chegam com pacientes que precisam dar continuidade aos tratamentos.
A aposentada Lidia Nicolau, 59 anos, moradora de Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina) aguardava o término do atendimento do esposo na manhã de ontem, no lado de fora do hospital devido o calor que fazia dentro do ambulatório. Quando chagamos com a ambulância hoje cedo ainda estava fresquinho, mas agora está muito quente. Eu também acho ruim ficar tanto tempo sentada lá dentro num lugar tão abafado. Acho que deveria ter mais espaço para gente, disse.
A moradora de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), Edinéia Pedraçoli, 43 anos, chegou ontem no hospital antes das 7h. De vinte em vinte dias ela vem a Londrina para acompanhar o tratamento de uma amiga e de um cunhado. Todas as vezes que vem chega a ficar quase que todo o dia dentro do ambulatório. É muito quente aqui dentro. Nós não temos o que reclamar do atendimento do hospital, mas o problema é a questão de estrutura mesmo. Em lugares assim onde são tratados pessoas doentes deveria ter mais ventilação para a gente que fica aqui tanto tempo, comentou.
Em março de 2006, o secretário estadual de saúde da época, Cláudio Murilo Xavier havia firmado um compromisso com a direção do ICL em ampliar e reformar o ambulatório. O presidente do hospital, Nelson Dequech, disse que desde aquela ocasião, o projeto está pronto e assinado por arquitetos, restando apenas a liberação de recursos do Estado. O projeto é muito bonito e não é um sonho, mas sim uma necessidade. Mas o investimento é muito alto, de R$ 3 milhões. O hospital, nem a sociedade civil, que tem nos ajudado muito, tem condições de arcar com esses custos. Precisamos que o Estado nos viabilize esse investimento, disse.
O Instituto do Câncer existe há 42 anos e é atualmente responsável pelo tratamento de cerca de dois mil pacientes por mês. Uma média de 200 pessoas são atendidas todos os dias. Ao longo de sua história, o hospital passou por diversas dificuldades financeiras, porém, atualmente tem mantido seus compromissos em dia, segundo o presidente, graças a ajuda da sociedade civil.
Atualmente o cargo de secretário de saúde do Estado é de Gilberto Martin. A direção do hospital informou que o atual secretário manteve a promessa de viabilizar a obra. A assessoria de imprensa da Secretaria informou que a obra está sendo estudada mas que não há prazo para execução.


