Doentes de Aids recebem nova ala no Oswaldo Cruz
Doentes de Aids recebem
nova ala no Oswaldo Cruz
O Hospital Oswaldo Cruz, de Curitiba, tem hoje uma das melhores estruturas do Sul do País para atendimento a portadores do HIV. A capacidade de internação aumentou 60%, passando de 25 para 40 leitos. A nova ala, com 15 leitos, foi inaugurada na terça-feira.
Com esta ampliação, o governo do Estado garante a melhoria da qualidade de vida dos doentes de Aids durante o período de internação, com maior espaço e equipamentos de diagnóstico mais modernos.
O investimento para a nova ala, que tem 400 metros quadrados, foi de R$ 300 mil, fruto de uma parceria entre a Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids do Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde.
A importância do hospital para pacientes de Aids é tão grande que várias ONGs devem se unir em janeiro para garantir o desenvolvimento das técnicas de tratamento das infecções oportunistas.
A idéia é formar a Associação para o Desenvolvimento do Hospital Oswaldo Cruz, com a participação da sociedade científica, iniciativa privada e secretarias de Saúde, afirmou a representante da Sociedade Paranaense de Infectologia, Rosana Camargo.
A nova ala leva o nome de Albertina Volpato, doente de Aids que combateu o preconceito contra infectados. Ela organizou o Grupo Pela Vida do Paraná, dando apoio e orientação a familiares de soropositivos. Ela foi presidente do grupo, e morreu em 1995, aos 41 anos.
Os familiares da homenageada estiveram presentes na inauguração. A irmã de Albertina, Valquiria Knaben, afirmou que a nova ala coroa o trabalho realizado ao longo dos anos pelo Grupo Pela Vida.
Douglas Miranda, um dos fundadores do grupo, lembrou que as infecções oportunistas podem obrigar os portadores do vírus a ficar internados por longo período. Quando estão fragilizados, estes pacientes precisam de um tratamento digno e de conforto, disse.
O presidente do Grupo Dignidade, Toni Reis, afirmou que a reforma era uma reivindicação das ONGs do Estado. A realização desta obra é uma grande vitória, disse.
O Hospital Oswaldo Cruz, inaugurado em 1928, conta com 143 funcionários e sempre foi utilizado para o tratamento de doenças infecto-contagiosas, como a meningite, a hepatite e a poliomielite. Cinquenta anos depois, com o surgimento da Aids, o Oswaldo Cruz passou a direcionar seu efetivo ao atendimento dos pacientes portadores do vírus HIV.
Hoje, o Oswaldo Cruz é referência em doenças infecto-contagiosas. Quando não havia controle sobre as doenças decorrentes da falha no sistema imunológico, o trabalho no hospital foi muito importante para aumentar o tempo de vida dos pacientes.





