Os quatro medicamentos importados que compõem o coquetel anti-Aids, recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), não têm data marcada para chegar ao Paraná. Dos 2.767 pacientes (1.738 homens) que já desenvolveram as diversas doenças causadas pelo HIV no Estado (casos registrados até junho deste ano), apenas 979 deverão tomar o coquetel.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, dos 2.767 casos, 1.220 necessitam tomar os medicamentos. De qualquer modo, uma parcela dos infectados no Estado que já desenvolveu o vírus - 241 pacientes - ficará sem o remédio.
A previsão do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids, do Ministério da Saúde, era de iniciar a entrega dos medicamentos a partir da primeira semana deste mês. A licitação para a compra dos medicamentos Lamiduvina, Indinavir, Ritonavir e Saquinavir foi realizada em maio deste ano.
O coquetel isola o vírus e dá a possibilidade de o paciente poder tratar as patologias causadas pela síndrome. Para quem tem dinheiro, o coquetel pode ser encontrado em algumas farmácias. Os preços são altíssimos. O mais barato, o Saquinavir, está custando R$ 640,00 a caixa.
A justificativa da Central de Medicamentos do ministério, dada à Secretaria Estadual de Saúde através de ofício, é que houve atraso na liberação da guia de importação. Para obter o efeito necessário, é preciso tomar os quatro medicamentos. Uma caixa dá para um mês de uso.
Para o Paraná, o Programa DST/Aids deve enviar 979 caixas de cada remédio. Em todo o País, até agosto passado - data do último boletim -, foram notificados 85.415 casos de pessoas que já desenvolveram a doença. A licitação do governo federal vai comprar 32.474 frascos dos quatro medicamentos.

mockup