A médica psiquiatra Maria Angélica Gambarini, que há mais de 20 anos trabalha com pessoas atendidas pelo Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) de Londrina, explica que boa parte das pessoas que tentam se matar já passou ou passa por algum tratamento de saúde. ''Em casos de depedendência quimíca ou álcool e transtornos de humores ou esquizofrenia, por exemplo, é ainda mais fácil encontrar pessoas que pensam em suicídio'', diz.
Psicóticos que se sentem perseguidos podem também tentar tirar a própria vida. Ainda segundo a médica, o suicida pensa na morte como a solução de seus problemas. Até chegar a cometer o ato, essas pessoas se preparam, planejam. ''Dificilmente o suicida faz algo de momento, de impulso. Geralmente ele vem de um contexto familiar de depressão. Nem todos deprimidos tentam se matar mas a família deve ficar atenta, estimular o tratamento e dar apoio''. (F.B.)

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