Doenças de inverno preocupam escolas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de julho de 2003
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 1,3 milhão de alunos e 60 mil funcionários da rede pública de ensino poderão se beneficiar de uma resolução conjunta firmada entre secretarias de Estado para prevenção das doenças típicas de inverno e primavera, como meningite, gripe, rubéola, sarampo, varicela e as hepatites. Um documento assinado ontem pelos secretários da Saúde e Educação, Cláudio Xavier e Maurício Requião, define as orientações técnicas que deverão ser adotadas pelas 22 Regionais de Saúde e pelos 32 Núcleos de Educação espalhados pelo Estado. A idéia é orientar, controlar e avaliar as condições de funcionamento das 2,1 mil escolas da rede estadual, e evitar a propagação de doenças nesses locais.
A meningite foi apontada, durante solenidade que também reuniu membros da Fundação de Educação do Paraná (Fundepar), como a mais contagiosa no inverno, pondo em risco 57% das crianças no Paraná com menos de cinco anos de idade. Segundo o secretário de Saúde, surgem cerca de 450 novos casos de meningite no Estado, dos quais cerca de 20% evoluem para a morte. O secretário ainda contou que são detectados cerca de três mil novos casos de hepatite por ano no Estado.
A gripe e o resfriado foram citados como doenças bastante transmissíveis. A escarlatina uma doença bacteriana aguda também acomete crianças, em alguns casos paralela a uma amidalite. As características da escarlatina são febre alta, palidez no rosto, mãos e pés. A caxumba, se não tratada corretamente, pode causar complicações. Cerca de 40% dos casos de caxumba podem não apresentar sintomas, e, cerca de 15% dos casos, podem evoluir para maiores complicações.
Parte dos materiais de divulgação da campanha de prevenção contra as doenças de inverno, como cartazes e folhetos informativos, já está pronta e será distribuída na próxima semana nas Regionais de Saúde e Núcleos de Educação do Estado.
Segundo Sandra Ferrari, diretora técnica da Fundepar, durante este mês serão produzidos mais cartazes e folhetos informativos para serem distribuídos também nas escolas estaduais. Também está programado um treinamento com as equipes para orientar na prevenção e na notificação de casos das doenças. ''Já existem normas para as novas construções de escolas no Estado, como nas janelas, que devem possuir aberturas superiores para que, no inverno a ventilação seja adequada'', disse Sandra Ferrari.


