São Paulo - Condições clínicas comuns, como diabetes, tabagismo e problemas do coração, multiplicam os riscos de um paciente desenvolver pneumonia pneumocócica. Na América Latina, por exemplo, a cada 60 minutos ocorrem cinco mortes e 25 hospitalizações em função de complicações associadas unicamente à pneumonia pneumocócica. A boa notícia é que o problema pode ser prevenido por meio da vacinação.
Em pacientes com problemas cardiovasculares, o pneumococo é sete vezes mais frequente, segundo um estudo divulgado pela revista científica The Journal of Infectious Diseases. Se nove a cada 100 mil adultos saudáveis são vítimas do pneumococo, essa proporção sobe para 94 a cada 100 mil no caso de adultos com alguma doença cardiovascular crônica.
No caso dos pacientes com diabetes, o risco de pneumonia pneumocócica é três vezes maior. Esse grupo apresenta um sistema imunológico mais vulnerável e, além disso, a pneumonia pode desestabilizar os níveis de glicose no sangue. Só no Brasil existem mais de 13 milhões de diabéticos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
O tabagismo é outro fator de risco para a pneumonia pneumocócica. Neste caso, o risco de contrair a doença quadruplica, em relação a adultos não fumantes. Já em fumantes passivos a probabilidade é 2,5 vezes superior de adquirir a doença, de acordo com informações da Sociedad Española de Neumología y Cirugía Torácica (Separ). Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que tem o tabagismo como uma de suas principais causas, também são mais vulneráveis.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo perde por ano cerca de 1,6 milhão de pessoas em função da pneumonia pneumocócica, que constitui uma das principais causas de morte imunopreveníveis. O número representa um alerta para a prevenção e reforça a recomendação da OMS de que o combate às doenças pneumocócicas, entre elas a pneumonia, deve ser considerado prioridade altíssima pelos países.
Por isso, é essencial alertar a população sobre o potencial da doença e para a importância da vacinação como forma de prevenção. No Brasil, uma opção de imunização contra as doenças pneumocócicas é a vacina Prevenar, que foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adultos acima de 50 anos no ano passado.
"É importante proteger essa faixa etária porque o envelhecimento é um fator de risco primário, por causa da debilidade do sistema imunológico em reagir contra as infecções. Além do envelhecimento, temos ainda o desafio de enfrentar a maior resistência aos antibióticos. Por isso, é preciso prevenir as doenças pneumocócicas, que representam um grande risco à saúde", afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

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