À exceção das causas externas, os fatores de mortalidade em Londrina têm se mantido bastante estáveis nos últimos dez anos. Segundo a gerente de Informações em Saúde, Maria Luiza Hiromi Iwakura, não foram registradas mudanças consistentes no ranking das enfermidades que mais matam na cidade e no perfil das vítimas.
As doenças do aparelho circulatório continuam sendo a principal causa de morte, acima também das causas externas, reproduzindo o perfil do Estado. Elas foram responsáveis por 31% dos óbitos registrados no município em 2005. Dentre esses males, os principais foram os cerebrovasculares (como derrames), seguidos das doenças esquêmicas do coração (causadoras de enfarte).
A segunda causa é o câncer, que provocou 20,1% do total de mortes no ano passado. Neste grupo, os mais comuns foram os de estômago, pulmão e cólon/reto/ânus.
Maria Luiza frisa que o número de mortes provocadas por doenças circulatórias em Londrina começa a se tornar expressivo a partir da faixa dos 30 anos, crescendo cada vez mais conforme a idade dos pacientes avança. As doenças do aparelho respiratório também tendem a aumentar como complicações esperadas para idades avançadas. ''É um perfil semelhante ao de países com bom nível qualidade de vida'', destaca. Com relação a sexo, há equilíbrio entre homens e mulheres em praticamente todas as causas de morte. Apenas os óbitos provocados por causas externas têm predomínio masculino.
No comparativo com anos anteriores, o total de óbitos também tem se mantido estável no município. Em 1999, foram 2.399 mortos. No ano passado, 2.602. Na balança entre mortalidade e natalidade, enquanto a média de óbitos tem sido próxima a 3 mil/ano, a média de nascimentos gira em torno de 8 mil/ano. ''Proporcionalmente, há mais gente morrendo do que nascendo'', pondera a gerente. (V.N.)

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