Doença tem cura
e contaminação
pode ser evitada
A leishmaniose é uma doença de pele presente em todo o mundo. Transmitida pelo um mosquito flebótomo (são mais de 600 espécies no globo e pelo menos 17 no Norte do Paraná), ela forma uma ferida conhecida popularmente como úlcera de Bauru ou ferida brava. A pessoa picada pelo mosquito tem uma reação após 15 ou 60 dias. A sensação é de coceira muito forte.
Inicialmente parecida com uma espinha, a ferida aumenta de tamanho até formar uma úlcera no local da picada, geralmente arredondada com bordas um pouco mais altas que a pele normal, profunda, de cor vermelho vivo. Não dói e, se não há infecção secundária, a ferida fica seca, mas a cicatrização é difícil.
De acordo com Norberto Assis Membrive, a leishmania tem duas fases distintas: a amastigota, que é encontrada no homem e nos animais vertebrados (o que provoca as feridas), e a promastigota, encontrada nos mosquitos flebotomíneos (no estômago da fêmea). O mosquito ataca à tarde e à noite e, na fase adulta, vive de 15 a 30 dias. A fêmea chega a colocar de 40 a 70 ovos em local úmido, podendo chegar a 200 ovos durante o período de vida.
Para o pesquisador, durante muitos anos a antiga Succam (hoje Fundação Nacional de Saúde) trabalhou no controle da leishmaniose. ‘‘Acreditava-se que ela estava erradicada, quando na década de 80 iniciou-se o trabalho de combate ao Aedes aegipty (mosquito transmissor da dengue). Hoje, a leishmaniose está se alastrando novamente.’’
As pessoas que estiverem com os sintomas da doença devem procurar o serviço de saúde, de preferência um dermatologista (especialista em doença de pele). ‘‘Muitos dos exames para constatação da doença são realizados com a gente. Apesar de estarmos na área pertencente à 16ª Regional de Saúde (Apucarana), atendemos a todo o Norte do Paraná e até a região central.’’
A doença tem cura e há formas de se evitar a contaminação. Como manter sempre a casa limpa e ventilada para evitar insetos; não permitir animais dentro de casa; colocar telas nas portas e janelas e usar mosquiteiros. A principal orientação é não construir a casa muito perto de matas e construir uma barreira natural entre os dois pólos. Esta barreira pode ser um galinheiro ou uma chiqueiro.
Um dos cuidados elementares é evitar passear pela mata à noite e tomar banhos de rio ou lagoa perto de mata, principalmente à tarde ou à noite. (A.S.)

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