Segundo a psicóloga Juliana Barbino, a adicção é uma doença progressiva, incurável e fatal, porém estacionária, se o dependente se propuser a mudar o estilo de vida. Para isso, o isolamento do meio em que está inserido é fundamental e pode ser garantido pela vida em comunidade. ''Além de trabalhar com o residente, fazemos o acompanhamento psicológico das famílias. É uma ferramenta para quando o indivíduo voltar ao convívio social'', explica.
O processo de triagem envolve a avaliação de um clínico geral, um psiquiatra e um psicólogo na Casa de Apoio que funciona no Centro de Londrina. O internamento dura nove meses.
Hoje, a Libertad conta com oito coordenadores, além da equipe médica, e tem capacidade para abrigar cem homens e 50 mulheres. A ala feminina começará a funcionar em março. Todos os coordenadores são adictos em recuperação com curso na Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febact). Eles trabalham cinco dias, inclusive dormem na fazenda, e ganham três dias de folga.
''Quem pode ajuda, quem não pode, nós ajudamos'', declara Moacir, ressaltando que é feito ainda um estudo da vida do dependente, inclusive da situação financeira. ''O convênio cobre a maior parte dos gastos com os médicos, mas sempre aparecem doações. Deus provê.''
Serviço - Mais informações sobre a comunidade terapêutica Libertad pelo telefone (43) 3029-9988, pelo site www.libertadcomunidade.com ou na Casa de Apoio que fica na Rua Senador Souza Naves, 754.

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