Doença não tem cura e as causas são indefinidas
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Da Redação 
Sem causa conhecida, a esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica, descrita pela primeira vez em 1860, pelo pesquisador francês Jean Charcot.
A principal característica da doença é a disfunção do sistema imunológico, que passa a atacar e a destruir gradativamente uma camada isolante (bainha de mielina) do sistema responsável pela recepção e condução dos estímulos nervosos.
Resultado disso, a EM provoca uma série de surtos, podendo causar debilidade nos braços e pernas, perda da visão e da audição, falta de coordenação, hesitação no andar, vertigens, retenção urinária e dores generalizadas. A EM tem maior prevalência entre pessoas na faixa entre 20 e 40 anos, sendo as mulheres as mais afetadas, conforme dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).
Pouco se sabe sobre a doença, embora ela seja objeto de pesquisa por todo o mundo. Alguns estudiosos acreditam que seja provocada por fatores externos, como o stress. Outros atribuem sua ocorrência à ação de vírus sobre o sistema imunológico, por período prolongado. Há ainda os que defendem a tese da influência de fatores hereditários.
Mas o problema maior é o diagnóstico da EM, nem sempre rápido. Os primeiros sintomas se manifestam de forma branda e pouco perceptível. Por essa razão, um número pequeno de pessoas procura ajuda especializada. O exame de ressonância magnética tem sido uma das principais ferramentas para detectar a EM.
Como não há tratamento específico, os portadores de esclerose múltipla recebem apenas acompanhamento médico, que procuram fazem com que se sintam confortados, independentes e produtivos.


