Doença falciforme é tema de videoconferência
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terça-feira, 04 de outubro de 2016
Reportagem Local 
Curitiba - A doença falciforme, uma manifestação hereditária que faz com que as células vermelhas do sangue mudem de forma, foi tema de uma videoconferência com representantes das 22 regionais de Saúde do Paraná, realizada nesta segunda-feira (3). Os glóbulos vermelhos perdem sua configuração normal e assumem o formato de uma foice o que dá origem ao nome do distúrbio.
Apenas em Curitiba, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) acompanha 120 pessoas portadoras da doença. "Queremos capacitar todas as Regionais para que acompanhem e realizem o tratamento adequado a todos os pacientes no Estado", afirmou a chefe da Divisão de Hematologia e Hemoterapia do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza.
De acordo com Liana, a doença costuma ser identificada na triagem neonatal com o teste do pezinho. Entretanto, dependendo do grau, ela pode apresentar sintomas apenas em outras faixas etárias. "Já diagnosticamos a doença em pessoas com mais de 30 anos e assim que o diagnóstico é confirmado o paciente deve ser acompanhado mesmo que não apresente sintomas", explicou.
Devido à alteração na forma das hemácias (células vermelhas), que endurecem e mudam de forma durante uma crise, o fluxo sanguíneo é interrompido, podendo ocasionar pequenos derrames, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, até mesmo, levar a morte. "A doença é séria e nossos profissionais precisam ter um olhar cuidadoso para que não menosprezem a infecção e a dor em portadores da doença falciforme", disse Liana.
A profissional também explica que com um tratamento adequado, o paciente pode ter a doença controlada e levar uma vida normal. Para reforçar os conhecimentos sobre a doença falciforme, a Secretaria da Saúde está organizando uma capacitação presencial com profissionais de todas as Regionais de Saúde. O evento deve acontecer no início do próximo ano.


