O aumento dos casos de Aids em pessoas acima de 50 anos está preocupando a Saúde Pública em Londrina. Desde 1984, quando foi identificado o primeiro caso da doença na cidade, foram 34 notificações de idosos. Só este ano foram sete casos. O que mais preocupa, segundo o infectologista Arilson Morimoto, do Centro Integrado de Doenças Infecciosas (CIDI) da 17ª Regional de Saúde, é o fato de não existir prevenção dirigida para infectados desta faixa etária.
Para o infectologista, a provável causa da maior incidência da doença entre os idosos seria a melhora na qualidade e o consequente aumento do tempo de vida. Morimoto entende que, com isso, os idosos estão tendo a oportunidade de melhor participação social e, inclusive, de relacionamento sexual com novos parceiros, no caso de pessoas viúvas ou separadas.
Outro destaque na região é o número de mulheres infectadas, que eleva também os casos em crianças (0 a 13 anos). Os registros na região de Londrina são de 238 mulheres e de 100 crianças. A proporção entre homems e mulheres, segundo dados do CIDI, referente ao relatório de agosto é de um caso em mulher para dois em homens. Este índice varia de acordo com as notificações, mas deve fechar o ano igualado, 1 por 1.
A manifestação da doença em crianças, segundo a infectologista Jaqueline Dario Capobiango, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é diferente dos adultos. Nas crianças os quadros são de infecções respiratórias de repetição e atrasos no desenvolvimento. ‘‘Muitas vezes os pais descobrem a doença a partir dos filhos’’, destaca a médica. O principal fator de contaminação dos filhos é através da mãe durante a gestação e o parto (50% a 70%) e na amamentação (20% a 30%).
Jaqueline alerta que a contaminação das crianças pode ser evitada com o exame sorológico das mães. A maternidade municipal e a maternidade do Hospital Universitário oferecem o exame para as mães. Os postos de saúde da cidade estão, há três meses, oferecendo o exame a todas as gestantes.
Quase todos os casos de internamento de pacientes acontecem no Hospital Universitário. Os testes são feitos gratuitamente, as pessoas interessadas podem procurar o Centro de Orientação e Aconselhamento Sorológico (COAS), onde recebem orientações e são colhidos os materiais para exame.

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