A toxoplasmose é uma protozoonose provocada pelo Toxoplasma gondii, podendo ser adquirida. Nesta situação, a infecção acontece após o nascimento e, geralmente, não apresenta sintomas. Já a forma congênita concentra a preocupação das autoridades de Saúde ao contaminar gestantes, que podem transferir a infecção para o feto. Além do aborto, a toxoplasmose causa má formação congênita. Os bebês que nascem podem apresentar anomalias e alterações no desenvolvimento.
Em Londrina, há uma prevalescência positiva de 55% entre gestantes. Desse total, 2% estão na fase aguda considerada de maior risco. O que ainda não se conhece sobre a realidade londrinense é o número de crianças que nascem com toxoplasmose congênita, o que deverá vir à luz no momento em que for exigida a notificação obrigatória, como querem os pesquisadores.
''Na toxoplasmose, principalmente a congênita, não tínhamos dados específicos sobre gestantes. Sabemos de vários casos e ainda não conhecemos a realidade e que reflexo está dando em nossas gestantes'', afirma a professora Regina Mitsuka Bregaró.
Para tentar levantar um muro contra a infecção, um projeto-piloto será colocado em prática nas 55 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Durante um ano e meio, as unidades realizarão coletas de materiais para acompanhamento clínico dos bebês. As gestantes também responderão a um questionário epidemiológico, que pretende identificar os hábitos da população, que podem expô-la à contaminação.
''Isso, a gente não conhece no Brasil. Sabemos apenas o que outros países fazem nesse sentido. Em cima dessas informações e dos fatores de risco saberemos como trabalhar com a prevenção'', explica Regina, acrescentando que as UBSs também rastrearão o perfil de outras doenças, como a Aids, rubéola, sífilis e hepatite B, através do questionário.(F.L.)

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