Doença ataca o fígado e pode levar à morte
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Da Redação 
Quando identificada e tratada na fase inicial, a esquistossomose é fácil de curar e geralmente não deixa sequelas. Caso contrário, pode causar sérios danos ao fígado e ao intestino, provocando até a morte, diz o supervisor geral de endemias da Fundação Nacional de Saúde, José Carlos Moraes.
A doença é trasmitida através de larvas e o contágio é feito pela pele. Segundo Moraes, o ciclo da doença começa quando o homem infectado com o verme adulto defeca às margens de rios ou córregos. Nas fezes estão os ovos que, em contato com a água, se rompem expelindo o miracídio (embrião). Ele procura o caramujo hospedeiro e, depois de alojado, passa por uma metamorfose. Ele é hermafrodita e dá origem a centenas de larvas (cercárias) que penetram no homem através da pele, explica. No organismo elas ficam alojadas nas veias do fígado e baço, complementa o supervisor. O caramujo transmissor da esquistossomose tem três espécies: Biomphalaria glabrata, tenagophila e straminea.
Na fase inicial os sintomas da doença são tontura, febre e coceira na pele no local por onde o parasita entrou no organismo. Na fase crônica, o doente apresenta dores de cabeça e abdominais, diarréia e vômito com sangue, além de febre. É nesta fase que o fígado e baço começam a inchar, identificando a doença como barriga dágua.


