A ciência ainda não descobriu o que causa a leucemia - câncer no sangue -, e, pelo menos por enquanto, não há método de prevenção conhecido contra a doença. A única medida possível é estar atento a sintomas como palidez excessiva, cansaço permanente e febre.
Em teoria, qualquer pessoa, adulto ou criança, pode sofrer de leucemia. Uma das suposições é que ela seja desencadeada por um vírus que se aloja na medula óssea. Esta começa, então, a produzir leucócitos (glóbulos brancos) degenerados, que não cumprem mais a função original de produzir anticorpos.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), quatro a cada 100 mil pessoas desenvolvem a doença, por ano. Não há estatística da incidência da doença em Londrina ou região. Os casos, na maioria das vezes, são tratados no Instituto do Câncer de Londrina e no Hospital Universitário.
O chefe do setor de hemoterapia do Instituto do Câncer, oncologista Roberto Coelho, diz que, apesar de a leucemia assustar a população, sua possibilidade de cura varia de 20% a 70%. Se a leucemia acontecer entre os dois e 9 anos de idade, as chances de cura aumentam.
A leucemia se divide em dois grupos: as agudas e as crônicas. A leucemia do tipo crônico se desenvolve lentamente e os seus sintomas são mais amenos. Apesar disto, este tipo de leucemia é o que menos reage à quimioterapia, sendo a leucemia crônica mieloblástica a única que não tem cura.
Normalmente, a leucemia crônica mieloblástica atinge pessoas idosas, com mais de 60 anos e tem um quadro que pode ser controlado por um prazo que varia de 10 a 20 anos. Já as leucemias agudas aparecem de uma hora para outra, tem quadros mais agressivos e costumam apresentar bons resultados com a quimioterapia.
A leucemia aguda linfóide (LAL) acomete principalmente crianças, representando o tipo de câncer mais comum entre elas.

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