Documentos são apreendidos em cartórios distritais
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terça-feira, 15 de outubro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Londrina Uma batalha judicial entre cartórios de Londrina e cartórios distritais resultou, ontem, na apreensão de 60 escrituras do cartório distrital de Paiquerê. Ontem, oficiais de Justiça cumpriram um mandado de busca e apreensão em dois cartórios distritais, de Paiquerê e São Luís, que estariam atuando em Londrina, fora das suas sedes. A lei não permite funcionamento de cartórios fora das sedes dos distritos judiciários. A requisição do mandado foi movida pelo tabelião André Arrabal e proprietários de outros cartórios. O mandado também inclui busca e apreensão no cartório de Lerrovile, que estaria funcionando na Rua Ibiporã, no Jardim Santo Antonio (zona oeste).
A apreensão das escrituras do cartório distrital de Paiquerê ocorreu na Rua Clara Barton, no Jardim Oriente (zona leste). Um documento chamado traslado foi apreendido na Avenida Saul Elkind (região norte), onde estaria funcionando o cartório São Luís. A ação inicial dos cartórios da cidade contra os distritais, que estariam com sede em Londrina, data de 1995. ''Eles estão proibidos de atuar em Londrina, mas estão resistindo a uma determinação judicial'', disse Arrabal.
Ontem, o proprietário do cartório distrital de Paiquerê, o tabelião Mário Antonio Nogueira Novaes, disse que o cartório não funciona em Londrina, e a casa onde ocorreu a apreensão é do pai dele. ''Nós pegamos documentos de clientes, fazemos o que tem que ser feito em Paiquerê e devolvemos no outro dia. Os carimbos e livros ficam todos em Paiquerê. Essas denúncias acontecem por causa da concorrência, porque facilitamos o pagamento para nossos clientes'', afirmou.
Novaes disse ainda que aguarda votação na Assembléia Legislativa do novo Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ), que deve criar novos cartórios no Estado e regulamentar os cartórios distritais em Londrina.
Em novembro do ano passaso, oficiais de Justiça apreenderam vários documentos no Cartório de Paiquerê, então sediado em uma casa na Avenida Paul Harris, Vila Siam (zona leste). Na época, os funcionários alegaram que a casa servia apenas como ponto de apoio para o trabalho da sede.


