Documentos estavam abandonados
Curitiba - ''Não podemos deixar esse material na obscuridade'', diz Feles Russi Filho, agente do Depen e presidente da comissão ''Resgatando nossa História'', que organizou a exposição sobre a criação da primeira penitenciária do Paraná. Ele se refere ao estado em que os documentos que guardam muito desse passado estavam. Abandonados nos arquivos do Depen, Feles temia a hora em que muitos deles fossem parar no lixo.
''A qualquer momento, alguém poderia achar que eram papéis sem importância e jogar no fogo'', diz. No material, mais de 80 livros com registros do primeiros presos do Paraná e centenas de prontuários com a história dessa parcela da população. ''Até hoje, esse material não recebeu um tratamento adequado'', critica Feles. De acordo com presidente da comissão, que é pós-graduado em História do Paraná, os documentos não estão disponíveis para um possível estudo acadêmico. Por isso, o uso do termo ''obscuridade''.
Para tirar o assunto um pouco das ''trevas'', Feles diz que a intenção da comissão para o futuro é a criação de um museu contando a história das penitenciárias do Paraná. ''Temos uma preocupação em criar um espaço para guardar esse material'', diz, afirmando que as pessoas devem ter acesso aos documentos. ''É uma forma de resgatar o orgulho de trabalhar no sistema penitenciário. Para a sociedade, os agentes são um monte de lixo cuidando de outro monte de lixo, que são os presos'', emenda Carlos Pereira, também membro da comissão. (T.A.)





