Documentos da videoloteria vão para o MP
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quinta-feira, 08 de novembro de 2001
Maria Duarte<Br>De Curitiba 
O governo do Estado prometeu ontem apresentar ao Ministério Público Federal (MPF), na próxima semana, toda a documentação referente à licitação para exploração do sistema de videoloterias no Paraná. A decisão do Palácio Iguaçu foi tomada depois das críticas da bancada de oposição na Assembléia Legislativa, esta semana. Deputados questionam o fato de a empresa Larami Diversões e Entretenimento Ltda ter vencido a licitação. A expectativa é que a empresa inicie a operação em dois meses.
Na próxima segunda-feira, o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, e a presidente do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), Hanelore Ozório, têm reunião agendada na Procuradoria da República no Estado. ''Vamos mostrar todos os documentos para provar que está sendo feita uma campanha puramente comercial contra a licitação'', declarou Campêlo. O Serlopar é um serviço ligado à Secretaria de Governo.
O deputado Nereu Moura (PMDB) tenta aprovar no Legislativo um pedido de informações sobre o processo de escolha da qual a Larami saiu vencedora. O peemedebista suspeita de irregularidades e quer saber porquê a empresa venceu a licitação. Ontem, pela terceira vez, não houve quórum para votar o pedido do deputado. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), prometeu encaminhar as informações ao peemedebista, mesmo sem a aprovação formal do requerimento.
Segundo o Palácio Iguaçu, desde que o processo de concorrência começou, foram suspensas três liminares e indeferidas outras duas contra a licitação. Na avaliação do secretário de Governo, existe uma campanha junto à imprensa e aos deputados para anular o processo, ''o que só viria a beneficiar aqueles que antes estavam prestando serviços de videoloterias''. Campêlo garante que a Larami atendeu a todos os pontos especificados no edital de licitação.
O governo informa que das três empresas que participaram da concorrência, apenas a Larami foi habilitada. As outras (Octavian do Brasil e Enersis Empreendimentos Eketrônicos) tinham certidões irregulares ou apresentaram outros tipos de irregularidades em relação à documentação. Segundo o Palácio Iguaçu, a exploração do sistema de videoloterias vai render pelo menos R$ 30 milhões ao Estado nos próximos cinco anos. Os recursos, de acordo com o governo, serão investidos em obras sociais.


