Documentos continham lacunas, diz Cenam
A supervisora da Central de Mandados da Justiça Federal em Londrina (Ceman), Ângela Pegoraro Dias Menarim, alegou que os quatro mandados, ''recebidos às 17h25 do dia 13'', continham lacunas e, por isso, não puderam ser cumpridos de forma imediata. Ela garantiu, no entanto, que a demora não trouxe prejuízos.
Segundo Ângela, os mandados foram devolvidos ao juiz para que ele esclarecesse quem seria o depositário fiel dos bens e onde deveriam ser deixados após serem apreendidos. Além disso, o juiz também teria que autorizar escolta policial federal para cumprimento das ordens. ''Quando percebemos que no mandado tem alguma lacuna ou está faltando algo para dar o efetivo cumprimento, solicitamos informação para quem está mandando que, no caso, era o juiz. Foi exatamente o que foi feito'', destacou. Ainda no dia 14, segundo a supervisora, os oficiais iniciaram o trabalho que só foi concluído às 18 horas de domingo.
Ainda assim, Ângela considerou que não prejudicou a operação desencadeada pela Polícia Federal. Ela afirmou que foi dada a urgência e prioridade exigidas pelo juiz. ''Só não demos o imediato cumprimento porque realmente necessitávamos esclarecer estas lacunas'', reforçou. Ela lembrou ainda que o trâmite burocrático precisa ser seguido para que os atos dos oficiais não possam ser questionados posteriormente.





