A carteirinha de vacinação em mãos, ou pelo menos os documentos pessoais, é a melhor forma de reduzir o tempo de espera nos postos de saúde para tomar a vacina contra a febre amarela. Ontem, as filas na maior parte dos locais que disponibilizam as doses estavam menores do que na semana passada.
O vendedor Gláucio de Farias Rebeiro, 50 anos, esteve ontem na Unidade Básica de Saúde Central, na Avenida São Paulo para se vacinar. A espera prevista era de uma hora e meia. ''Estou sempre na estrada e decidi procurar o posto'', disse. Ele não se lembra da última vez que foi imunizado contra a febre amarela. ''Agora vou guardar a carteirinha com mais cuidado'', acrescentou.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, além do posto da Avenida São Paulo, as unidades da Vila Casoni (Área Central) e dos parques Guanabara (Sul) e Alvorada (Oeste) também tiveram filas de espera. Nos outros postos o movimento foi tranquilo.
Melhor para a dentista Mônica Macedo das Neves, que não precisaria esperar muito para tomar a vacina na UBS da Vila Brasil. ''Vou mudar para Eldorado (MS) no final de fevereiro e decidi me vacinar porque não me lembro de ter tomado a vacina contra a febre amarela', declarou.
E foi com o intuito de desafogar a procura nos postos de saúde que a Secretaria abriu um ponto de vacinação no Pronto Atendimento Municipal (PAM), na Área Central. Os pacientes podem procurar o local para receber a dose das 10 às 20 horas.
De acordo com a gerente de epidemiologia da Secretaria, Sônia Fernandes, a vacina contra a febre amarela não é disponibilizada para clínicas particulares, o que contribuiu com a corrida aos postos de saúde.
Por isso, ressalta Sônia, a carteirinha de vacinação em mãos reduz drasticamente o tempo de espera. A facilidade ocorre porque a verificação de quem precisa da vacina é imediata.
A confirmação é importante para evitar o risco de superdosagem. Segundo a gerente de epidemiologia, 35 pessoas foram internadas em todo o País após apresentarem reações à vacina.

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