Documentário será gravado em clínica
Pelas mãos de Karen Rossato, a Associação de Proteção a Arte e a Cultura (Apac) também começa a gerar consequências na vida de jovens em situação de vulnerabilidade. Internos de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos do município começam, em breve, a gravar um documentário cujo tema será escolhido pelos próprios participantes do projeto. ''Um aluno fez uma oficina de vídeo em Londrina e agora vamos repassar as técnicas.''
Felipe, 18 anos, está na clínica há dois meses e, com a oficina de vídeo, espera manter a força para continuar na reabilitação. ''A arte ajuda muito. A gente fica envolvido com as atividades e não pensa em outras coisas'', afirmou ele, que também faz teatro na igreja.
Robinson, 26, usou todo tipo de droga e passou até mesmo por um presídio por causa do vício. ''Saí com mandado do juiz para me internar em uma clínica de reabilitação. Estou aqui há quatro meses.'' Sem sentir saudades da antiga vida, ele espera que a oficina de vídeo abra portas para uma possível profissionalização. ''A oficina está trazendo sonhos e projetos de volta à minha vida'', afirmou o rapaz, que pretende se casar ao final dos sete meses em que precisa ficar na clínica. ''A arte expande a mentalidade do dependente, pois permite expor as nossas ideias.''
Deive, 19, também enfrenta a reabilitação com esperança de mudar de vida. ''Quero sair daqui curado, limpo e transformado.'' Sobre a possibilidade de gravar o documentário, ele diz que o projeto o estimula a ter novas ideias. ''Quero levar uma mensagem positiva para quem for assistir, mostrar que as dificuldades das drogas têm solução.''(C.A)





