Doceria terá de fechar as portas no Terminal
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quinta-feira, 18 de março de 2004
Fernanda Bressan<br>Reportagem Local 
A última loja que ainda está aberta no subsolo do Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina terá que fechar as portas. Ontem à tarde, o juiz da 3 Vara Cível, Rafael Vieira de Vasconcelos, revogou a liminar que permitia à doceria Plastipil permanecer em funcionamento. O pedido de reintegração de posse foi solicitado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para que a empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) possa começar as obras que incluem a instalação de quatro escadas rolantes e um elevador.
Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, fiscais devem se dirigir hoje ao terminal para solicitar a retirada das mercadorias e também dos funcionários. ''Acredito que em 10 dias a gente esteja começando a obra'', projetou. Porém, até o início da noite de ontem, o advogado da Plastipil, José Carlos Maia, não tinha conhecimento da cassação da liminar. ''Não estou sabendo de nada'', declarou. Ele acrescentou que a CMTU não pode simplesmente chegar e fechar a loja, mas que antes é preciso que a empresa seja intimada. ''Depois disso, o juíz irá conceder um prazo para que o proprietário saia do local'', explicou.
Anteontem, mediante liminar, a CMTU conseguiu fechar os estabelecimentos, sob protesto dos comerciantes. Avessos às melhorias, os usuários criticaram a medida. ''Deu até dó ver o fechamento das lojas com as pessoas chorando'', relatou Manuel Moreno, 70 anos. Ele apontou que as obras podem até beneficiar os usuários, mas ponderou: ''Do jeito que estava, dava para a gente (os passageiros) se virar''. Ivani Bolfer, 66 anos, também prefere o movimento das lojas à escada rolante. ''Imagina uma mãe que estiver com uma criança com sede, onde ela vai comprar água? Se eles quisessem melhorar, poderiam ter comprado o terreno ao lado e ampliado o local. Teria espaço para a escada rolante e para as lojas.''
Sebastiana Soares, 59 anos, estava comprando doces na única loja ainda aberta e foi enfática na crítica: ''Não tinha necessidade disso. Para onde é que vão os coitados que trabalhavam aqui?''. Ela também reclamou que sempre pagava as contas na lotérica do terminal e agora terá que se locomover. Tiana Mendes Lemes, 50 anos, também desaprovou a medida, mas amenizou: ''Se for para melhorar está bom. Tomara que eles (os empregados) consigam serviço em outro lugar.


