Os professores estaduais têm até hoje para negociar com o governador Jaime Lerner (PFL) o fim da greve da categoria. À noite, o governador embarca para Nova York, nos Estados Unidos, acompanhando sua mulher, Fani Lerner, que está em tratamento médico. Com isso, as conversas passam a ser comandadas pela vice-governadora, Emília Belinati (PTB), até o retorno de Lerner. O problema é que o governador retorna no dia 19, quando já foi rodada a folha do pagamento do funcionalismo e os dias parados dos professores foram descontados. Eles estão parados desde o dia 23 de maio.
Para forçar o governador a negociar, os professores organizam hoje uma grande manifestação. Pela manhã, eles se reúnem, a partir das 9 horas, na Praça Santos Andrade, de onde saem em passeata até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Os coordenadores do movimento acreditam que vão reunir 10 mil pessoas, com a presença de professores do ensino superior estadual, como a Faculdade de Arte do Paraná, que entra em greve hoje.
A intenção, explica o presidente do sindicato dos professores (APP-Sindicato), Romeu Gomes Miranda, é ficar em frente ao Palácio por tempo indeterminado. ‘‘Só sairemos dali, se formos recebidos pelo governador ou um interlocutor dele. Caso contrário, somente se a polícia nos escorraçar’’, avisa.
Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que o governador já estabeleceu quem vai negociar com os grevistas. A comissão é formada pelos secretários da Fazenda, Giovani Gionédis, de Planejamento, Miguel Salomão, e da Educação, Alcyone Saliba. Os professores reivindicam reajuste de 41,4%, que se estenderia aos funcionários de escolas.
Em Londrina, funcionários e professores em greve participaram de uma vigília ontem à noite na rotatória da Avenida Higienópolis com J.K. Hoje, às 9 horas, haverá uma manifestação de apoio à paralisação em frente do Colégio Estadual Professora Lúcia Barros Lisboa, na zona norte da cidade.

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