A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Londrina (Aduel) deve acionar judicialmente o governo do Estado. Esta foi a decisão tomada ontem, durante assembléia da categoria, que reuniu cerca de 30 professores.
Segundo o presidente da Aduel, Evaristo Colmán, o objetivo da ação é conseguir o mesmo tratamento dado aos cerca de 3,7 mil funcionários técnico-administrativos da UEL, que vão receber um abono de R$ 300,00 por mês. O abono vai vigorar por 12 meses, a partir de 1º de dezembro, até que seja discutido e aprovado o novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) da categoria.
Colmán explicou que a reinvindicação dos docentes não é por um abono e nem pela implantação do PCCS, mas que o governo do estado reconheça a necessidade de reposição salarial, avaliada em 70%. ''Quando o governo concedeu esse abono ele reconheceu a reposição entre 35% e 70% do salário dos servidores. A ação pede um tratamento isonômico, não no sentido do abono, mas em reconhecer que há necessidade de reposição salarial de 70%'', afirmou.
O abono também não agradou funcionários da saúde dos hospitais Universitário (HU), de Clínicas (HC) e Veterinário (HV), que esperavam uma gratificação igual aos dos funcionários do quadro geral, de R$ 700,00.
Em maio, funcionários e docentes fizeram um dia de paralisação na UEL e em outras universidades estaduais, em uma tentativa, na época, de negociar reposição salarial.
Anteontem, reitores de instituições estaduais de ensino superior estiveram na Assembléia Legislativa para pressionar os deputados que fazem parte da Comissão de Orçamento a modificarem o texto da mensagem orçamentária para o próximo ano. A principal reclamação dos reitores é a redução do orçamento para as instituições de ensino superior, de R$ 433 milhões, previstos para este ano, para R$ 422,6 milhões. ''Se diminuírem o orçamento, quer dizer que não vai ter nada (de reposição salarial)'', avaliou o presidente da Aduel.

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