O secretário da Educação do Estado, Maurício Requião, esteve ontem na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele participou de uma reunião com a reitora Lygia Pupatto e convidou docentes da UEL a participar de dois projetos: o primeiro sobre geração de conteúdo educacional para o Portal Dia-a-Dia Educação e um outro sobre a produção de livros didáticos de direito autoral público, mais baratos que os oferecidos pelo programa federal.
Requião informou que a UEL é a primeira universidade estadual que ele visitou para expor os projetos da secretaria. Ele disse que pretende fazer o mesmo com as outras instituições do Estado e que também acredita na possibilidade de participação da Universidade Federal do Paraná nas atividades relativas aos projetos. Segundo o secretário, a intenção é que se formem grupos de docentes por disciplinas com participantes de diversas instituições, dependendo do interesse de cada uma, para colaborar na geração de conteúdo do Portal e na produção dos livros.
O Portal já está no ar (www.diaadiaeducacao.pr.gov.br). A Secretaria quer que ele seja utilizado como instrumento de apoio para o aperfeiçoamento das aulas da rede estadual, através da publicação de conteúdos específicos que ficarão à disposição dos professores da rede e de outros interessados.
Requião também defendeu a importância de garantir a produção de livros didáticos de direito autoral público fora das editoras comerciais. ''Temos dois problemas a enfrentar. Um deles é que o programa do governo federal de distribuição de livros didáticos só abrange o ensino fundamental e nós temos que colocar livros nas mãos dos alunos do ensino médio também. O outro é o custo desses livros, que é muito elevado se formos recorrer ao sistema de produção e distribuição comercial'', explicou Requião. A alternativa, segundo ele, são livros feitos por professores das universidades, que receberiam os direitos autorais do governo só uma vez, tendo depois o direito de reproduzi-los. ''Isso nos permitiria economizar em outras etapas e colocar o livro nas mãos do aluno a dois reais o exemplar'', acrescentou. O secretário informou que o primeiro livro - de língua portuguesa - já está sendo feito, em Curitiba, e deve ser lançado até julho.

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