O comando nacional de greve dos professores das universidades federais vai decidir entre hoje e amanhã se aceita iniciar as negociações com o Ministério da Educação para encerrar o movimento. A definição vai depender do resultado das assembléias que estão sendo realizadas nos Estados. Por enquanto, há quase um empate entre os professores que querem abrir negociações, mesmo sem o repasse do salário, e os que só aceitam discutir com o governo a partir da liberação do pagamento.
Há consenso entre os professores de manter a greve até o governo apresentar uma contraproposta que agrade à categoria. A informação é do presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, Francisco de Assis Marques. ''Estamos abrindo mão do reajuste (75,48%), mas até agora o governo não acenou com nada'', afirmou.
Segundo ele, 33 universidades já deliberaram, em assembléias, que querem a incorporação de duas gratificações - a de Atividade Executiva (GAE) e a de Estímulo à Docência (GED) - aos salários. Até agora, a proposta do Ministério da Educação para os docentes é conceder reajuste de 30% às gratificações. Para os servidores técnico-administrativos, o governo propôs incorporar integralmente a GAE, o que representa um reajuste médio de 160% nos salários.
Hoje, às 8h30, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná se reúne para avaliar a possibilidade de suspensão do vestibular. Às 15 horas, os professores da UFPR fazem nova assembléia para discutir os rumos da greve.

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