Docentes confirmam greve na UEL
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Lúcio Flávio Moura<BR>De Londrina 
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem entrar em greve a partir de segunda-feira. A decisão foi tomada ontem em assembléia realizada no Centro de Ciências Biológicas. Quase todos os 200 professores que compareceram ao auditório votaram favoravelmente à paralisação. Foram apenas dois votos contrários e cinco abstenções.
A principal reivindicação dos professores é a reposição salarial de 50,03%, defesagem acumulada por quase seis anos. A categoria, como todas as demais do serviço público estadual, está sem reajuste desde agosto de 1995. A decisão na UEL fortalece a idéia de greve geral dos servidores estaduais, que oficialmente encerram as negociações com o governo na próxima segunda-feira. Nesta data, os professores devem definir qual a estratégia que será adotada no período de paralisação e como ficará o ano letivo com a interrupção das aulas. Na noite de ontem, uma assembléia do Diretório Central de Estudantes (DCE) deveria confirmar apoio ao movimento dos docentes.
César Antonio Caggiano Santos, presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), entidade que congrega professores do ensino superior em boa parte do Norte do Estado (tem cerca de 2 mil filiados, 1,6 mil só na UEL), disse que percorreu todos os centros da campus nos últimos dias e não viu qualquer manifestação contrária à greve. ''Existe uma preocupação natural com alguns desdobramentos da paralisação, mas o apoio é praticamente geral'', garante.
De acordo com Caggiano Santos, os servidores estaduais devem centralizar as manifestações durante o período de greve nos setores estratégicos para o movimento: saúde, transporte e segurança pública. ''Acreditamos que o governo deve voltar a negociar com a pressão da opinião pública. Uma greve longa não interessa a ninguém.''


