Entre professores e funcionários das oito unidades que vão compor a Unespar, já existe uma mobilização para criação de representações sindicais. ''Uma boa parte dos professores da Fecilcam está discutindo a criação de um sindicato, que seria conjunto (dos oito campi). Vamos entrar em contato com todos os campi. Sabemos que é um processo demorado, que pode durar mais de um ano. Temos contado com o apoio dos sindicatos das outras universidades, que atuam há mais tempo'', explica Willian Beline, professor do Departamento de Matemática da Fecilcam.
O docente acredita que o maior desafio dos professores quando a Unespar for reconhecida será parecido com os problemas enfrentados em outras universidades estaduais paranaenses.
''Hoje, temos um problema sério, que tem se repetido em todas as universidades. Quando um professor conclui um doutorado, pela questão salarial e pela estrutura que é oferecida, como fazer para que ele não siga para outra universidade com mais condições? Precisamos de pesquisa, extensão. O governo estadual vem cortando recursos para isso, enquanto estão ocorrendo investimentos nas universidades federais e nas tecnológicas federais'', argumenta Beline.
Quanto à situação específica da Unespar, que será formada por unidades separadas por até 600 quilômetros (distância de Paranaguá a Paranavaí), o professor acredita que a constituição de uma universidade poderá evitar o isolamento das faculdades que vão integrá-la.
''Acreditamos que, com a universidade reconhecida e constituída, e com um reitor eleito por professores e funcionários, poderemos articular os campi, inclusive as graduações em comum que existirem neles. Mas não há como tudo ser uma coisa única. Cada região tem suas peculiaridades. Campo Mourão tem especificidades em relação a Paranavaí, e assim por diante. No Paraná, será realizado pela primeira vez um projeto com essas características. Como é a Unesp, em São Paulo. Vai ser um desafio interessante'', considera Beline. (F.G.)

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