Doce remédio
Tomar café é um hábito saudável, inclusive para os mais jovens. O café ativa o córtex cerebral e a memória recente, facilitando o aprendizado e a atenção. Por isso, tradicionalmente, a bebida é consumida de manhã. O café ainda tem efeito anticancerígeno, previne a diabetes, melhora o desempenho em atividades físicas e diminui as dores após os exercícios, enumera o cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), Bruno Mioto.
O cardiologista, que também é pesquisador da unidade Café e Coração do Instituto, acrescenta que, para quem é consumidor habitual de café, as chances de se tornar dependente de drogas ou álcool é menor, e a bebida pode ser até coadjuvante no tratamento de dependências químicas. ''Hoje, a incidência do consumo de drogas vem crescendo entre os jovens. O café seria uma forma barata de diminuir isso'', destaca. Pode ainda diminuir a ocorrência de depressão e suicídio.
Por muito tempo, o café sofreu preconceito por causa de supostos efeitos da cafeína, uma das substâncias que compõem a bebida. ''Se a gente for lembrar, o preconceito existe só em relação ao café. Mas há outras bebidas largamente consumidas por jovens que têm uma quantidade de cafeína tão grande quanto'', avalia.
Um litro de refrigerantes à base de cola, por exemplo, contém o equivalente a quatro xícaras grandes de café. ''Isso é um grande problema, porque as bebidas à base de cola ou refrigerantes de forma geral aumentam as chances de epidemias de obesidade e acabam não tendo nenhum outro valor nutricional associado'', argumenta Mioto.
Segundo o cardiologista, a cafeína representa apenas 1% da composição química do café. O restante são substâncias que podem trazer benefícios à saúde como antioxidantes, sais minerais e vitaminas. O cardiologista recomenda uma dose diária de quatro xícaras grandes para adultos e duas grandes ou quatro médias para crianças.





