Os atendimentos nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dobraram neste ano nas 45 unidades do órgão no Estado. De acordo com a chefe da Divisão do Seguro Social, Mara Regina Sfier, vem aumentando o número de pessoas que vão aos postos pedir informações para solicitar suas aposentadorias. O principal motivo do aumento da demanda é a desinformação sobre as mudanças que devem ser implementadas na Previdência Social.
Mara conta que, antes da discussão sobre as reformas, 200 pessoas iam diariamente aos postos de Curitiba para pedir informações para se aposentar. Este mês, a procura subiu oscilando entre 400 a 500 atendimentos por dia. A chefe da divisão informa que a maior demanda é nos bairros de periferia, onde as pessoas têm menos acesso a informação.
Em setembro, o INSS recebeu 17.753 requerimentos de aposentadoria, desses 4.475 foram indeferidos e 2.427 encerrados. Em outubro, este número subiu para 18.635 pedidos, passando o número de indeferimentos para 5.026 e de encerramentos para3.785. ‘‘Para cada caso indeferido, o técnico precisa apresentar todo o embasamento jurídico, o que demanda aumento no serviço’’, afirma. Outro fator que complica o processo é a diminuição de funcionários do INSS, que neste ano teve 230 servidores aposentados, sem que houvesse reposição.
A chefe do INSS pede aos beneficiários que não corram atrás de atendimento, porque, por enquanto, a situação não mudou. ‘‘As novas regras ainda não foram promulgadas, por isso não se sabe como vão ficar’’, informa. Em média, uma pessoa demora 20 dias para obter uma resposta da Previdência.Albari RosaA chefe do INSS, Mara Regina Sfier, pede aos beneficiários que não corram atrás de atendimento, porque, por enquanto, a situação não mudouIsrael Reinstein

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